Distribuição e evolução das notas

É aconselhado o uso de médias para comparação dos resultados anteriores de um grupo de várias escolas. As médias também são relevantes para comparação dos resultados ao longo dos anos (objeto desse relatório).

A análise de evolução ao longo dos anos é possível porque, a partir de 2009, o Enem passou a utilizar a teoria de resposta ao item (TRI). No entanto, é preciso observar o número de alunos e a taxa participação em cada ano para fazer essa análise histórica.

A média possui limitações quando o objetivo é caracterizar melhor a pontuação da escola. Neste caso, é essencial ter a distribuição das notas dos alunos, o que permite identificar o número e a proporção de indivíduos por faixa de nota.

Na parte central da página, o histograma apresenta: a porcentagem de alunos por pontos obtidos, a maior e a menor nota, além do destaque para a faixa de pontos na qual metade dos alunos são encontrados. 

  1. Observando a distribuição dos alunos e levando em consideração o número total de participantes nesta edição do Enem, como você qualificaria distribuição das notas: muito, pouco ou medianamente heterogêneo?

    Para a melhoria da média da escola é necessário ações diferenciadas principalmente junto aos 25% dos alunos com menores rendimentos (porção esquerda e cinza do gráfico).

  2. Considerando que, atualmente, a distribuição seja semelhante a de 2012, sugerimos que esses alunos sejam identificados (a partir de avaliações do cotidiano escolar, por exemplo) e que um conjunto de ações concretas seja realizado, visando ampliar o domínio dos conteúdos que apresentam defasagem de aprendizado.

    Neste gráfico, estão representadas a evolução nas médias da escola e de todas as escolas da mesma dependência administrativa no país. A observação da evolução das médias do país é importante para checar se a variação da escola segue ou não uma tendência nacional.

  3. Observe a variação da nota da escola. Desde 2009, como tem sido a variação dela? Há um padrão de crescimento/decrescimento contínuo ou tem é variado?

  4. Compare, para cada intervalo de tempo, a variação de pontos da escola e do país. Em quais períodos houve semelhanças e quando houve diferenças? É muito importante entender o que aconteceu nos períodos em que houve crescimento das médias no país, mas não para a escola. A situação inversa (decréscimo do país e crescimento na escola) também é muito relevante, pois indica período(s) em que houve melhoria expressiva no aprendizado dos alunos.

  5. Outro aspecto a ser observado é a inclinação das curvas, o que indica o ritmo de crescimento ou decréscimo.

    Analisando as inclinações das curvas, é possível comparar esses ritmos. Quando a curva da escola é mais inclinada que a do país, tem-se um momento no qual houve uma melhoria expressiva no aprendizado dos alunos.

Na tabela, há dados relevantes para a análise de evolução das notas da escola.

Nas duas primeiras linhas é possível verificar a variação no número e proporção de participantes ao longo dos anos. Observando a variação desses números, é possível verificar a repercussão que mudanças no contexto da escola e/ou regional tiveram sobre o comprometimento dos alunos com o Enem.

A variação na participação no Enem também ajuda a contextualizar as variações nas médias. Por exemplo: o aumento na proporção de alunos que participam da prova explica a queda nas médias. Isso ocorre porque a participação é voluntária e no primeiro momento atrai os alunos mais comprometidos.

Nas duas últimas linhas está a média da escola e a média do país, desde 2009. Cálculos com esses números ajudam a dar precisão às observações no tópico anterior, relativas a análise visual do gráfico.